VAMOS LUTAR PELA FREGUESIA DE FANHÕES
Freguesia de Fanhões, mais de 300 anos de existência, cheia de história e de histórias, um livro aberto onde está inscrito nas suas pedras e nas suas gentes os principais acontecimentos que marcaram o próprio pais nos últimos três séculos. Freguesia construída pelo povo, que desde o seu inicio criou uma rede de contactos, de experiencias e vivencias comuns, soube criar uma identidade própria, deu ao mundo reconhecidos calceteiros, as afamadas lavadeiras, as hortas com produtos que faziam as delicias dos lisboetas, construíram as linhas de defesa contra as invasões francesas, celebraram e lutaram pela República e pela liberdade (25 de Abril). Esta é uma terra de honrados e reconhecidos trabalhadores e artistas, como Gageiro, Procópio ou Zé da Clara. Estes são os símbolos que fizeram da Freguesia de Fanhões uma referência no desenvolvimento social das suas populações. Infelizmente, este património está prestes a ser trucidado por uma Troika destruidora e por um governo que elabora um denominado “Livro Verde para a reforma da Administração Local”, criado dentro de gabinetes, onde os números são o único fundamento e sem ter em conta as realidades no terreno, as ligações sociais, o futuro. As freguesias são o elo do poder administrativo e democrático mais próximos das populações, aqueles que procuram resolver os problemas mais prementes dos seus concidadãos.![]()
Como tal, não faz sentido extinguir a Freguesia de Fanhões, ela foi o motor do desenvolvimento pós 25 de Abril, defendeu as suas gentes e construiu muitas das infraestruturas necessárias ao bem-estar da população. Era dever do atual presidente da Junta (PS) defender este órgão de poder local até á exaustão… mas não o fez. A última Assembleia Municipal, dedicada á discussão da extinção/fusão de freguesias, ficou marcada por uma total ausência de intervenção na defesa da Freguesia de Fanhões pelo seu presidente. É totalmente condenável esta postura e desrespeita todos os homens e mulheres que trabalharam arduamente na sua construção e por todos os eleitores que esperam do seu presidente a defesa dos interesses da Freguesia acima de tudo o resto.![]()
A CDU anteviu este cenário e pediu que o Executivo da Junta de Freguesia tomasse uma posição ainda antes da Assembleia Municipal. Tal foi recusado e o desfecho foi o atrás descrito. Outras freguesias congéneres, como Sto. Antão do Tojal ou Lousa, manifestaram a sua oposição ao cenário de extinção/fusão das suas freguesias através dos seu respectivos presidentes. Face á inércia deste executivo é altura de mostrar-mos a nossa indignação, no dia 30 de Janeiro (2ª Feira) ás 21h na Assembleia de Freguesia de Fanhões. Temos de estar todos juntos nesta luta, a presença de todos é fundamental. Temos de lutar pelo nosso futuro, pela memória daqueles que construíram este património, por uma democracia representativa, por uma democracia de proximidade, pelo povo da Freguesia de Fanhões.
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